terça-feira, 31 de outubro de 2017

O SUMIÇO E AS DIFICULDADES NA SAÚDE

De volta para casa depois de uma internação, junto com nosso irmão.

Demorei, mas voltei!

Estive com saudades de escrever esse tempo todo, mas com a correria que se instalou aqui eu estava sem tempo e disposição.

O ano de 2016 foi bem difícil para nós aqui em casa: meu Digníssimo esposo esteve doente, meu pai teve crises horríveis que resultaram em 3 pontes de safena e precisei administrar tudo isso.

Vou começar contando sobre a enfermidade do meu Digníssimo esposo:

Como eu há havia dito, meu Digníssimo estava doente desde 2014. Vou explicar melhor: 

Em agosto de 2014, Deus havia me dito que passaríamos por uma grande provação, mas para perseverarmos que Ele nos daria vitória. Fiquei pensando o que poderia ser.

Meu esposo que estava numa ótima fase profissional e crescendo cada vez mais na carreira parou de andar no dia seguinte da profecia! Foi um choque.

Ele acordou e quando foi tentar andar, caiu no chão. Um formigamento nos pés que pensávamos ser cansaço virou dormência e rapidamente ele parou de sentir as pernas e começou a sentir dores insuportáveis. 

Tivemos muitas internações, muitos diagnósticos (entre eles esclerose múltipla, câncer e outras doenças raras), mas ninguém conseguia fechar o diagnóstico, porque precisavam abrir a coluna dele e examinar a medula para ter certeza.

Entretanto, nós aconselhados por muitos médicos não deixamos fazer biópsia da medula, pois um só pedaço retirado para o exame o colocaria na cadeira de rodas e talvez não trouxesse o diagnóstico.

Foram dias, meses e anos difíceis, nos quais passamos boa parte das madrugadas acordados, sentados na sala esperando a noite passar, pois a dor dele era tão grande que nem morfina resolvia.

Mas nunca perdemos a fé. Depois de 2 anos foi determinado (ainda sem certeza) que a doença que o acometeu se chamava MIELITE DE REPETIÇÃO, que é uma forte inflamação na medula que vai e volta e cada vez está em uma parte (as vezes está mais na cervical, outras na dorsal e assim por diante).

A inflamação sempre foi muito forte e tomou quase toda a medula e quando melhorava um pouquinho de um lado (geralmente depois de internação e sessões de pulsoterapia -corticoide direto na veia por 6 horas seguidas durante 7 dias) piorava de outro.

Passamos por mais de 20 médicos, fora a junta médica de 3 grandes hospitais (incluindo Sírio Libanês). Os exames do Digníssimo também foram levados para ser analisado em um Congresso na América Latina e outro em Boston-EUA e ninguém soube resolver o caso.

Certo médico disse para não nos desesperarmos porque meu esposo poderia viver mais 2 anos e isso era muito na opinião dele!! Mas cremos que a última palavra vem de Deus e em todo tempo eu sabia que ele não iria morrer. Mesmo quando eu chegava no hospital e ele estava cada dia pior eu dizia: VAI VIVER! (e já passou 3 anos desta previsão).

Assim ele passou anos com muletas (embora não conseguisse dar passos para andar e somente jogava as pernas para frente) e 6 meses na cadeira de rodas.

Deus sempre me ajudou, minha família e meus amigos sempre estiveram comigo e os irmãos da igreja sempre na retaguarda, com oração e ação nunca nos deixaram sozinhos.

E assim fomos vencendo, porque Deus sempre nos disse, desde o primeiro dia que Ele iria confundir os médicos, mas que iria curá-lo.

Por isso seguimos crendo que a cura chegaria, pois fiel é o que prometeu.

CONTINUA...

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