terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O INÍCIO DA CURA



Referente a Janeiro/2017



E de dor em dor, de obstáculo em obstáculo vencemos 2016. E nos últimos dias do ano mais uma vez choramos e desejamos que a provação acabasse logo, pois mesmo sabendo que ela foi feita sob medida para nós, nos parecia pesada demais.

Findamos 2016 com o Digníssimo na cadeira de rodas há 6 meses  e dores incapacitantes que não o deixavam dormir, se concentrar e muitas vezes conversar.

Mas no último dia do ano ainda nos perguntamos: Será que é a última vez que passaremos a virada somente nós 2, sem um filho???

Em Janeiro/2016, na igreja em que frequento, costumamos fazer uma campanha de inicio de ano, que consiste em participar de 12 cultos seguidos nos primeiros dias de janeiro. E eu sempre participo, porque isso me fortalece para o ano que vou enfrentar.

Quando acabou a campanha, encontrei na igreja um Pastor que é muito querido da minha família e mora em outra cidade. Digníssimo e eu fomos até padrinhos do casamento dele há alguns anos. Nós não nos víamos há bastante tempo e ele tinha ouvido falar que meu esposo estava doente, mas nunca pensou que fosse algo grave.

Quando eu comentei que estava sozinha no culto porque o Digníssimo estava sem poder andar (e por causa das dores não conseguia ficar na cadeira de rodas por muito tempo), esse Pastor se prontificou a nos visitar com sua esposa no dia seguinte.

E assim compramos pizza e fomos confraternizar durante a visita.
Após contarmos a história toda, o Pastor repetiu uma coisa que Deus já havia nos falado: que Deus já havia entregue a cura, mas que meu esposo estava com medo de tomar posse, tipo um cavalo preso numa cadeira de plástico!

E ficamos pensativos com o que aquilo queria dizer.

No fim da visita fomos orar e o Pastor levantou meu esposo, o abraçou e o ajudou a caminhar pela casa, sempre em oração.

Eu abri os olhos e pude contemplar.

Na primeira "volta" pela casa, o Digníssimo foi praticamente carregado, porque não conseguia dar os passos e ficar em pé, pois a perna não respondia e ele não aguentava de dor.

Lá pela quarta volta (a casa era pequena) eu vi os pés dele se firmando e dando passos, somente apoiando no Pastor.

Choramos de alegria. Nunca tinha visto nada parecido. Obrigada, meu Deus!

Na saída, cremos que ele estava curado, mas que precisava usar a fé e tentar andar, sem medo de sentir mais dor por estar forçando a coluna e as pernas.

Naquele dia, após as visitas irem embora, meu Digníssimo em um ato de fé mandou guardar a cadeira de rodas (que nunca mais foi usada) e resolveu andar de muletas e tentar dar uns passos dentro de casa.

Foi a coisa mais linda que já vi. Agarramos a Palavra de Deus e continuamos a lutar em silêncio para alcançar a vitória. 

CONTINUA...

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